Concorrência aceita compra da Tertir pela Yilport

Leixões - TCL

O Grupo Yildirim já pode concretizar a compra da Tertir. A Autoridade da Concorrência tornou pública hoje a decisão de não oposição à operação.

A compra será feita pela Yilport Holding, a companhia que concentra as participações do grupo turco no sector portuário, e que com a compra da Tertir entra no top 20 mundial dos operadores de terminais de contentores. Sendo que a sua ambição é chegar rapidamente ao top 10.

Com a compra da Tertir e da Mota-Engil Logística, a Yilport passa a controlar todos os principais terminais de contentores de Portugal Continental, à excepção do Terminal XXI, e alguns dos principais terminais de granéis. Igualmente mudam de mãos dois terminais em Espanha além de várias outras companhias, entre elas a Transitex.

De fora do negócio ficam, no entanto, várias participadas. Entre elas, a Tersado, concessionária do terminal Multiusos 1 de Setúbal, a Takargo, transportadora ferroviária de mercadorias, a LogZ, concessionária da plataforma logística do Poceirão, a Tirtife – Terminais de Aveiro e a STM – Sociedade de Terminais de Moçambique. De fora fica também a Tertir Peru, sociedade de que se desconhece a actividade.

A compra da Tertir pelo grupo Yildirim representa o maior investimento turco em Portugal, num montante de cerca de 330 milhões de euros. Mas a estes mais milhões deverão seguir-se, na modernização dos equipamentos e reforço da capacidade. Note-se a propósito, que a TCL, concessionária do terminal de contentores de Leixões, tem previsto um investimento de algumas dezenas de milhões de euros na “expansão”, e que a Liscont, concessionária do terminal de contentores de Alcântara, igualmente tem planos para crescer.

A decisão da Autoridade da Concorrência de não oposição ao negócio era esperada, considerando que no essencial se trata de substituir um player por outro (mesmo se o grupo Yildirim participa no capital da CMA CGM, que tem operação em Portugal).

Não deixa, no entanto, de ser curioso o facto de a Autoridade concluir que a operação “não é susceptível de criar entraves significativos à concorrência efectiva nos mercados relevantes ou relacionados identificados”, depois de ter elaborado um estudo sobre o sector em que alertava, precisamente, para a excessiva concentração da actividade num reduzido número de players.

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