Portos nacionais com recorde de 44,4 milhões de toneladas

O movimento de mercadorias nos principais portos nacionais continua a crescer para valores recordes. Mas tal deve-se sobretudo a Sines e aos granéis (mais os líquidos que os sólidos).

Nos primeiros seis meses do ano, os principais portos do Continente movimentaram 44,4 milhões de toneladas, mais 11,2% que no período homólogo de 2014. E um máximo histórico.

O porto de Sines foi o que mais cargas movimentou e o que mais cresceu: 21,8 milhões de toneladas, mais 25,4%. E já vale 49,1% do total nacional considerado no relatório do IMT.

Como Sines, também Leixões atingiu no final de Junho um novo máximo, com 9,2 milhões de toneladas processadas (20,6% do total nacional) e um ganho homólogo de 3,5%. Aveiro, já se sabia, também fechou o semestre em máximos, a subir 4% para 2,4 milhões de toneladas (5,5%).

A impedirem um maior crescimento do conjunto dos portos nacionais estiveram os demais. Lisboa, o maior, com 5,7 milhões de toneladas processadas, caiu 3,1%; Setúbal cedeu 1,8% para 4,1 milhões; a Figueira da Foz recuou 2,6% para um milhão; e Viana do Castelo afundou 21,2% até cerca das 211 mil toneladas.

Os granéis, em especial os granéis líquidos, são a primeira explicação para os bons números dos portos do Continente. A movimentação de granéis líquidos aumentou 19,1% em termos homólogos e atingiu os 16,1 milhões de toneladas. Os granéis sólidos, por seu turno, subiram 12,2% até aos 9,7 milhões de toneladas.

A carga geral, que ainda num passado recente foi o principal motor do aumento da actividade portuária, avançou 4,8% para os 18,6 milhões de toneladas, sendo que a carga fraccionada até perdeu 3,1% para 3,8 milhões de toneladas. Valeu o aumento de 6% na carga contentorizada (14,2 milhões de toneladas no total) e o disparo de 51,7% na carga ro-ro (para a casa das 465 mil toneladas).

No total, a carga embarcada (da qual 85% será carga de exportação) atingiu o valor recorde de 19,3 milhões de toneladas (mais 9,2%), liderando em Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz e Setúbal. Já a carga desembarcada (90% de importação) aumentou 12,8%.

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